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terça-feira, 9 de março de 2010

Pedidos

O cenário é uma padaria. A garçonete se aproxima do grupo, que faz o pedido.
- Para mim, um sonho... Um sonho bem grande e doce - solicitei.
Denise quis mil folhas. "Contadas e em branco."

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Minha mãe me alimentou de amor

Um dos momentos mais lindos que já tive com a minha mãe aconteceu na manhã de hoje. Saí do meu local de trabalho para colocar para fora o choro descontrolado que tentava, em vão, segurar. Corri para o aconchego de casa. O amor me tirou a fome e a dor me fez deitar em minha cama. Minutos depois, ela entrou pela porta do meu quarto, dizendo que não gostava de me ver assim. Chorou, dividindo comigo as lágrimas. Perguntou-me, mesmo já sabendo, qual era o motivo. Relutei. Ela carinhosamente insistiu e eu disse o nome do amor, o suficiente para que ela entendesse que estou longe de superar o furo feito na bolha  da felicidade na qual eu vivia. Deu-me, então, o conselho mais óbvio e mais sábio que poderia: "Ergue a cabeça e segue a tua vida". Em seguida, ganhei um beijo e um abraço. Minha mãe me pegou pela mão e me levou para a mesa, onde almoçamos a sós. Ela me alimentava de amor.

domingo, 24 de janeiro de 2010

A revelação

Os olhares não se cruzavam para não tornar real aquilo que, por ora, só as cartas trocadas eram confidentes. Sem demonstrar muito interesse ou preocupação com o que acontecia ao seu redor, voltava seus pensamentos para o possível relato da nova condição assumida para o seu eu adolescente. E ria...

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

A mulher do vestido vermelho

Ela comprava um vestido. Simples, assim como ela; e de cor vermelha, sua preferida. Prova que, apesar dos pesares, não está disposta, mesmo que no sentido figurado, a vestir-se de preto nem a usar um véu negro. Radiante, sorria, quando uma conhecida a colocou novamente cara a cara com a verdade. Chorou o choro daqueles amantes que têm o coração puro. Não sequei suas lágrimas. Deixei que estas rolassem por sua face. Senti vergonha por presenciar uma cena tão íntima, que a mim não pertencia, mesmo que ela seja minha mãe e chorasse por (falta de) meu pai. Quando a calma voltou a se fazer presente, sorri e a beijei, como que dizendo “estamos juntos nessa”. Nessa vida. Saímos pelas ruas de mãos dadas, felizes com as boas notícias que os ventos hoje trouxeram e fazendo planos de um futuro bom.