segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
sábado, 15 de janeiro de 2011
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Essa não é uma carta de despedida
Pensei em não escrever uma carta para vocês. Assim, talvez, minha partida não seria vista como despedida, mas sim como um 'até logo'. Só que, por mais clichê que isso possa parecer, na vida páginas não podem ficar em branco. Essas folhas nas quais minhas palavras estão sendo escritas são de um bloco que ganhei de presente. Até poucos minutos, ele estava intacto. Agora não mais. Rasguei-o. Ele não está mais completo. Mas essa incompletude é justamente a finalidade dele. O bloco agrupa folhas, que sabem que seu destino é o encontro de um escritor; ao serem destacadas, mesmo que por algum momento sintam-se sozinhas, perdidas, elas ajudam a escrever uma história. Eu, assim como vocês, sou uma folha. Quero histórias de um lugar mais distante. Por isso deixo o bloco que tanto amo. Aqui, vocês continuarão a escrever juntos. E eu acompanharei, mesmo que de longe, cada escrita. Minha incompletude terá fim a cada vez que nos agruparmos novamente. Boas histórias, 'minhas folhinhas'. Essa não é uma carta de despedida. É de encontro!
Estrela, 14 de dezembro de 2010
Andi
Estrela, 14 de dezembro de 2010
Andi
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
x, y e as reticências
Ipsilone: Reticências fazem diferença?
Xis: Não! Mas deixam suspense, não?
Ipsilone: Suspense é o meu segundo gênero preferido...
...Xis: Drama em primeiro?
Ipsilone: Tão previsível assim?
Xis: Afinidades...
domingo, 26 de setembro de 2010
"Você vai gostar"
O cenário era um bar da cidade. A história não é nova. É de meses atrás. Eu era um dos personagens. A protagonista era ela, a cantora. Depois da primeira vez que lá estive, voltei outras duas, uma atrás da outra. O motivo foi um só: a música cujo refrão não saía da minha cabeça. "Tô bem certo de que você vai gostar, você vai gostar..." Ela cantava o trecho com um sorriso malicioso e fixando o olhar no meu . Parado ali, em posição contemplativa, eu correspondia à saudação. Não havia, de fato, nenhum interesse um no outro. Era pura encenação do romantismo e do saudosismo que a canção desperta; que me tomam agora e me fazem sentir vontade de voltar ao bar e novamente cantar: "Tô bem certo de que você vai gostar, você vai gostar..."
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
O amor e a dor de barriga
Como ela mesmo escreveu, a linha do assunto do e-mail era autoexplicativa: começo na segunda-feira. Fez a entrevista e, horas depois, o escritório retornou, informando que ela tinha sido aprovada. Veio me contar. Estava feliz. O namorado também. Felicidade que fez com que de manhã, antes mesmo dela participar da seleção, ele já estivesse com dor de barriga. "De nervosismo, por solidariedade a mim", justificou, inserindo risadas - felizes e amadas risadas - depois da declaração.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Reflexão sobre o corpo
O mesmo corpo que treme e goza de prazer é aquele que estremece e geme de dor.
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